Luiz Philippe Orleans e Bragança

Há um nítido sentimento que mudanças de toda a espécie estão no ar e no porvir. Os tempos em que vivemos são tempos de transição. Essa transição não é exclusiva deste País nem desta geração, é global. Por séculos a consciência intelectualizada tenta descrever, analisar, traçar cenários, prever resultados e controlar momentos como esses. Nunca conseguiu. As mudanças ocorrem e a consciência convive com os resultados.

No entanto, a consciência do ser humano não permite tal entrega ao acaso. A consciência é racional, emocional e também é intuitiva. Processamos intuição com o mesmo peso que processamos dados e fatos e emoções. Por isso que essa obra me chamou atenção. Considerando que todos os fatos seguem sendo analisados pela ciência e pela razão, a consciência plena não poderia seguir somente tal caminho. Tem de haver uma maneira própria de descrever e classificar o grau de consciência.

Tom Martins me impressionou com sua capacidade de raciocínio lógico, domínio da palavra e oratória, conhecimento da lei e organização de conceitos. Como venho da escola da razão e ciência, o tema do livro proposto pelo Tom me intrigou. Pensei que ele havia extrapolado para o lado esotérico, para compensar sua marcante estirpe de intelectual.

Mas depois de ler sua primeira obra “Conexões”, vi suas qualidades de raciocínio, lógica e organização serem aplicadas ao tentar explicar o inexplicável. Comentei que a formação de raciocínio na primeira obra era tão profunda que exigiria do leitor manter diversos conceitos vivos durante a leitura para se ter a total compreensão de qualquer parágrafo. Sócrates talvez tivesse tal capacidade, e o próprio Tom, é claro.

Nesta segunda obra, ele facilitou para nós. Sua qualificação da consciência é simples e curiosa. É muito mais efetiva e de mais fácil compreensão e, portanto, mais poderosa. Após a leitura me deparei algumas vezes com o desafio de encontrar a cor da minha consciência. Depois, estendi minha análise para ver como os povos com os quais tive contato manifestavam suas consciências coletivas e em que “cor”.

Nestes momentos de mudanças tudo serve para nos nortear sobre os porquês dos acontecimentos. Não há ciência capaz de reduzir a complexidade de variáveis que assaltam nossa consciência e nos faz reagir da forma que reagimos conforme os tempos e as localidades. Só uma maneira nova e subjetiva para poder analisar momentos como esse em que vivemos. Tom talvez tenha achado essa maneira.

aquarela

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